Franz Ferdinand

Num domingo onde a escolha é um show de graça da tal banda ou Domingão do Faustão, a escolha não é tão difícil.

Sabendo da popularidade do  conjunto, resolvi ir atrás de algumas imagens, não no show, mas sim, na fila do evento. Sempre encontramos coisas interessantes nesses lugares.

Acabei encontrando amigos e conhecendo pessoas novas, além de alguma idéias trocadas avulsamente.

 

Devido ao tamanho minúsculo da entrada e a revista obrigatória d todos que entraram para o show acabou refletindo na fila. A revolta não demorou pra surgir, com direito a galera pulando a cerca e batendo em tudo.

Foram umas três garrafas jogadas em direção à polícia para que eles devolvessem com umas duas ou três bombas de efeito moral dispersando a multidão. Não sei até que ponto isso tudo era necessário, inclusive a presença do Batalhão de Choque…

Apesar da muvuca, acabou me rendendo algumas imagens interessantes que gostaria de compartilhar!

A Mancha

Faz um bom tempo que não venho aqui, mas não passei esse tempo todo improdutivo. Entre TCC, freelas e outros projetos sempre estive pensando em algumas coisa para cá, inclusive uma reorganização de conteúdo e centralização de boa parte das minhas publicações na web que no momento, estão espalhadas em infinitos plogs e sites por ai…. Acho que spu um criador de blogs compulsivo…

Mas enfim. Hoje gostaria de compartilhar uma música do Lenina, cantautor como se define, músico de peso no cenário da música brasileira que é um recado pra quem ainda não entendeu qual é a pegada do momento. Acha que é o seu papel de bala que suja o planeta? Olha ai:

A mancha vem comendo pela beira
O óleo já tomou a cabeceira do rio
E avança
A mancha que vazou do casco do navio
Colando as asas da ave praieira
A mancha vem vindo
Vem mais rápido que lancha
Afogando peixe, encalhando prancha
A mancha que mancha,
Que mancha de óleo e vergonha
Que mancha a jangada, que mancha a areia

Negra praia brasileira
Onde a morena gestante
Filha do pescador

Derrama lágrimas negras
Vigiando o horizonte
Esperando o seu amor

 

Pra quem quiser sabermais sobre o cara, ta AQUI

Ídolos – Bob Gruen

Num dia sem esperanças, frente uma fila monstruosa pra entra numa tal de uma exposição de Rock, com uma palestra perdida (com esse tal Bob Gruen)… As surpresas da vida sempre são suficientes pra revirar seu dia.

Encontrar o fotógrafo pessoal de John Lennon, Kiss, Sex Pistols e mais uma pá de gente, foi simplesmente a coisa mais surreal dos últimos tempos, digno de um curta metragem! Sentado na sarjeta da entrada do evento, lá estava ele (escoltado pelo Suplicy, aquele político), todo pinpão e com aquele estilo todo! Um desenho em homenagem à simpatia com que me recebeu para uma foto e um autógrafo!

Tudo bem que não está lá essas coisas… mas continuarei treinando!

E vlw Michele pela foto e pela tradução, já que sou um zero a extrema esquerda para inglês!

Diversas (Fotografias #1)

Não tenho o costume de produzir imagens em preto e branco. Aliás, quase nunca faço isso. Não sei por que mas gosto muito das imagens coloridas, talvez pela santificação excessiva do preto e branco por algumas pessoas.

Mas dessa vez resolvi provar umas imagens (não todas, claro), com algumas fotografias capturadas em uns tempos atrás. Não é uma seleção especial, só algumas imagens encontradas pelos buracos do HD:

 

Fotografia

Fotografia s.f.

1 arte ou processo de reproduzir imagens sobre uma superfície fotossensível (como um filme), pela ação de energia radiante, esp. a luz p.met a imagem obtida por este processo; retrato -> tb. se diz apenas foto 3 fig. reprodução ou cópia fiel de algo (…)

 

Instituto Antônio Hauaiss. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001

 

Concurso Ale de Fototgrafia

Olá caros leitores!

Não sei o quanto vocês sabem sobre a minha paixão pela arte fotográfica…Bom, o suficiente para querer ganhar a vida com isso. E como a vida de um freelancer não é lá das mais fáceis e remuneradoras, é importante participar de concursos não só para adquirir experiência e conhecer o trabalho de outras pessoas mas também para tentar uma premiação que possa contribuir com a minha evolução profissional.

Então: Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas estou pedindo só um votinho seu em alguma das minhas fotos! Chame os amigos e familiares, pois a fotografia com maior número de votos para cada categoria ganha uma câmera bem bacana que me ajudaria muito!

Para votar é fácil:

- É necessário possuir uma conta no Facebook (que hoje em dia não é nada difícil, né?)
- Clique em alguma destas imagens abaixo, na que mais gostou, que você será redirecionado para o site de votação.
- Confira na parte superior da página se você está logado pelo Facebook e caso não estiver é só clicar no botão de login e pronto, faça um cadastrinho rápido! (com e-mail e CPF)
- Depois de logado, volte a clicar aqui em baixo na imagem que mais gostou!
- Clique na opção de votar que está acima da imagem! Pode votar em mais de uma se quiser.

Muito obrigado!
Acaba de fazer um fotógrafo feliz!

O que se fotografa?

SESC Belenzinho - Janela do aquário - Giudisevo

 

O que se fotografa? Digo, no momento em que o fotógrafo enquadra um assunto e aperta o disparador, o que é aquilo que a fotografia captura?

Um instante, já ouvi dizer. Um instante recortado do tempo, como uma fatia na película que projeta o filme da vida. Analisar de perto essa fatia acaba sendo um tanto provocante.

Há uma sequência de fatos que mentalmente dividimos em passado (aquilo que aconteceu antes do que acontece agora), presente (aquilo que acontece agora) e futuro (aquilo que vai acontecer imediatamente após agora).

Nestes termos a fotografia sempre será um documento do passado, obviamente. Porém, convido meus queridos escassos leitores a assumirem uma nova postura diante das considerações de presente-passado-futuro comumente aceitas na nossa sociedade.

Concordem que passado e futuro são construções mentais para organização dos acontecimentos de nossas vidas. O registro em nossa memória de algo já feito é chamado passado e já que este passado não cria vida própria e materializa-se separadamente do nosso mundo, existe só e somente em nossa mente.

A mente precisa deste registro como mecanismo essencial para o aprendizado e desenvolvimento saudável do homem. Porém, sua existência é apenas mental, ficando limitado às projeções de nosso cérebro. E se o passado eu é algo que ocorreu, o futuro é ainda mais insubstancial, desprovido até mesmo da aparente certeza como no fato passado.

O futuro não passa de uma suposição a partir dos fatos presentes, associados em uma narrativa para se projetar um novo possível fato denominado futuro. Ora, se o futuro é uma projeção a partir dos fatos presentes, o passado é a matéria prima do presente. Porém, esta matéria prima já foi a projeção de um passado, sendo que este passado foi a projeção de um tempo anterior que também foi a projeção de um momento ainda mais anterior.

Esta sequência é pura e simplesmente existente nos labirintos mentais, como ferramentas utilizadas apenas pelos seres humanos por meio de um código comum (a linguagem) com a finalidade de organizar os fatos do universo.

A partir destas considerações, podemos analisar a consistência permanente do momento presente: o presente é o passado condensado que foi a projeção e um presente resultante da condensação  de um passado que foi presente para seu passado anterior, etc…

A fotografia trata do passado e do presente ao mesmo tempo, junto do futuro também, afinal o que temos é apenas este presente e que podemos definitivamente ver, tocar e experimentar sem a necessidade de recorrer à uma experiência puramente mental.

Esta arte evidencia com clareza este fluir contínuo e cíclico do que convencionou-se como “tempo”, sendo que o fato daquela foto jamais será acessado novamente, a não ser apenas pela experiência mental armazenada.

Bruno Mitih – Fotógrafo

Para quem gosta de boa fotografia e gostaria de possuir boas fotos, impressas em papel especial com um acabamento bastante interessante, meu amigo Bruno Mitih, fotógrafo de notória habilidade e um dos meus artistas inspiradores, disponibilizou algumas imagens para venda à preços de todos os gostos!

Vale a pena conferir!

Acessem o site:
http://mitih.com.br/galeria

 

Até!

Tablet 1 – Mulher Sol

Este é o primeiro desenho meu feito diretamente na mesa digitalizadora que sai minimamente descente!
O que acham?

Retratos – Parte 1 (Textos #5)

Tema de grande importância na minha pesquisa para o TCC. Neste momento, pensar a identidade, o retrato e principalmente o “quem somos” num mundo onde as capas são diferentes à cada momento e para cada contexto.
Vamos entender este contexto: É aquele recorte no tempo e espaço relacionado à uma experiência de vida até aquele instante. Neste caso, acabamos tratando este contexto como “ponto de vista particular” de cada indivíduo, mas como veremos mas para frente, a individualidade é resultado destas capas ilusórias que construímos mentalmente para melhor assimilação e comunicação com o mundo.

Um determinado contexto (se preferir, ponto de vista) é construído pelas experiências anteriores que foram absorvidas e costuradas junto da grande rede que já possuímos de associações, tudo automaticamente criado pela nossa mente. Da mesma maneira que você decodifica este texto, relações entre diversos elementos presentes nesta rede mental são estabelecidas para tecer uma manta de significados. Estes significados podem gerar as suposições, conclusões e comparações que naturalmente fazemos.

Ao olhar um retrato julgamos aspectos observados na imagem a partir da nossa própria experiência anterior e pela intersecção de espaço e tempo em que se encontra o “indivíduo” (palavra apenas como facilitadora da comunicação). Achamos legal, chato, com o nariz um pouco torto, um olho maior que outro, inapropriado, herói, bobo, irracional… Todas estas conclusões (que são sempre parciais) criam uma imagem daquele retrato em específico, e como todas estas conclusões são feitas a partir de experiências particulares, não há mais ninguém que elabore uma percepção igual a esta.

Se duas pessoas entrarem em contato com esta imagem, dois retratos diferentes existirão. Se três olharem, três existirão, e assim ad infinitum. Levando esta observação para o ato fotográfico, ao menos quatro identidades de uma mesma pessoa podem surgir:

Identidade A: O fotografado como ele próprio se compreende:
identidade B: O fotografado como ele próprio se compreende pelo seu retrato;
Identidade C: O fotografado como é compreendido pelo fotógrafo;
Identidade D: O fotografado como é compreendido pelo fotógrafo pelo retrato;

Somente por esta colocação podemos entender que a identidade jamais é única, apenas podendo ser individual para o observador e nunca para o observado. Versões infinitas de um mesmo ser podem ser concluídas, capas altamente voláteis e mutáveis. Não há uma superfície fixa e única para cada fenômeno que observamos, sejam fenômenos físicos ou mentais.
O zen budismo diz sobre a vacuidade do “eu”. Não há eu, não há nada permanente ou fixo, interior ou exteriormente, que esteja além ou separado de todo o resto do universo. Todos os fenômenos são desprovidos de interior, possuindo apenas capas, ou superfícies, altamente mutáveis e voláteis. Instáveis.

Então, quando estou capturando um retrato estou capturando a própria vacuidade?

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.